A crença no progresso ilimitado moldou a modernidade. Este artigo analisa suas origens filosóficas e consequências culturais profundas.
O mito do progresso sustenta que a história humana avança inevitavelmente para melhor, ignorando perdas morais, espirituais e culturais.
A modernidade consolidou-se a partir de uma ideia central: a crença de que a história humana caminha inevitavelmente rumo ao progresso. Essa noção, herdada do Iluminismo, transformou o avanço técnico em sinônimo de melhoria moral e cultural, criando uma narrativa linear da história.

No entanto, o progresso material não foi acompanhado por um crescimento proporcional da sabedoria, da virtude ou do sentido existencial. Pelo contrário, ao romper com a tradição e submeter todas as esferas da vida à razão instrumental — tema central da filosofia moderna — a cultura passou a ser avaliada por critérios de utilidade e eficiência.
Na arte, isso resultou na perda de referenciais simbólicos; na política, em projetos totalizantes; e na vida cotidiana, em um sentimento difuso de vazio. A crítica da modernidade não rejeita o progresso técnico, mas questiona sua absolutização como critério último de valor.
FAQ
O progresso é sempre negativo?
Não. O problema está em tratá-lo como valor absoluto.
A crítica da modernidade é reacionária?
Não. Trata-se de reflexão, não nostalgia.
Referências
- Hannah Arendt
- Christopher Lasch
- Alasdair MacIntyre
Até mais!
Tête-à-Tête










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