“Existem ótimos romances que descrevem com precisão fotográfica a realidade; e outros que nos levam para mundos perfeitamente imaginários. Uns e outros podem ser considerados como casos marginais do romance normal, que não apresenta mundos irreais nem sequer mundos reais, mas mundos possíveis . Residir nisso a própria definição do romance, que não é uma aventura de imaginação nem uma reprodução de fatos autenticados, e sim uma ficção: invenção de fatos e personagens, cuja possibilidade é controlada pela nossa experiência real de vida . ”

— ‘Formas do romance’, O Jornal , 1944.


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Equipe Tête-à-Tête