Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo Mal de te amar neste lugar de imperfeiçãoOnde tudo nos quebra e emudeceOnde tudo nos mente e nos separa. ... Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) Até mais! Equipe... Continue lendo →
Que nenhuma estrela queime o teu perfilQue nenhum deus se lembre do teu nomeQue nem o vento passe onde tu passas. Para ti eu criarei um dia puroLivre como o vento e repetidoComo o florir das ondas ordenadas. ... Sophia... Continue lendo →
Dai-me a casa vazia e simples onde a luz é preciosa. Dai-me a beleza intensa e nua do que é frugal. Quero comer devagar e gravemente como aquele que sabe o contorno carnudo e o peso grave das coisas.Não quero... Continue lendo →
Bebido o luar, ébrios de horizontes,Julgamos que viver era abraçarO rumor dos pinhais, o azul dos montesE todos os jardins verdes do mar. Mas solitários somos e passamos,Não são nossos os frutos nem as flores,O céu e o mar apagam-se... Continue lendo →
A hora da partida soa quandoEscurece o jardim e o vento passa,Estala o chão e as portas batem, quandoA noite cada nó em si deslaça. A hora da partida soa quandoas árvores parecem inspiradasComo se tudo nelas germinasse. Soa quando... Continue lendo →
Quando eu morrer voltarei para buscarOs instantes que não vivi junto do mar. ... Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) Até mais! Equipe Tête-à-Tête
Porque os outros se mascaram mas tu nãoPorque os outros usam a virtudePara comprar o que não tem perdão.Porque os outros têm medo mas tu não.Porque os outros são os túmulos caiadosOnde germina calada a podridão.Porque os outros se calam... Continue lendo →









