O livro Canto Geral de Pablo Neruda, publicado em 1971, é uma obra monumental que reúne a lírica intensa e a reflexão social e política característica do poeta chileno. Ao longo das mais de 300 páginas, Neruda busca capturar a... Continue lendo →
Publicado em 1924, Vinte Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada é uma das obras mais célebres do poeta chileno Pablo Neruda. Este livro, escrito quando o autor tinha apenas 19 anos, combina a intensidade do amor e a melancolia... Continue lendo →
Ah, meu maior amigo, nunca maisNa paisagem sepulta desta vidaEncontrarei uma alma tão queridaÀs coisas que em meu ser são as reais. [...]Não mais, não mais, e desde que saísteDesta prisão fechada que é o mundo,Meu coração é inerte e... Continue lendo →
Amar o perdidodeixa confundidoeste coração. Nada pode o olvidocontra o sem sentidoapelo do Não. As coisas tangíveistornam-se insensíveisà palma da mão Mas as coisas findasmuito mais que lindas,essas ficarão. Até mais! Equipe Tête-à-Tête
Caso você queira posso passar seu terno, aquele que você não usa por estar amarrotado.Costuro as suas meias para o longo inverno...Use capa de chuva, não quero ter você molhado.Se de noite fizer aquele tão esperado frio poderei cobrir-lhe com... Continue lendo →
amor que se dedicaamor que não se explicaaté quando se vaiparece que ainda ficaolhando você sairsabendo que vai cairdeixar que saiadeixar que caia por mais que vá sofreré o jeito de aprendere o teu caminhosó você vai percorrerse você vence,... Continue lendo →
Por muito tempo achei que a ausência é falta.E lastimava, ignorante, a falta.Hoje não a lastimo.Não há falta na ausência.A ausência é um estar em mim.E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,que rio e danço e invento exclamações... Continue lendo →
Não sei quantas almas tenho.Cada momento mudei.Continuamente me estranho.Nunca me vi nem achei.De tanto ser, só tenho alma.Quem tem alma não tem calma.Quem vê é só o que vê,Quem sente não é quem é,Atento ao que sou e vejo,Torno-me eles... Continue lendo →
Não basta abrir a janela Para ver os campos e o rio. Não é bastante não ser cego Para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma. Com filosofia não há árvores: há ideias apenas. Há só cada um de nós,... Continue lendo →
O AMOR, quando se revela, Não se sabe revelar. Sabe bem olhar p'ra ela, Mas não lhe sabe falar. Quem quer dizer o que sente Não sabe o que há de dizer. Fala: parece que mente... Cala: parece esquecer... Ah, mas se ela adivinhasse, Se pudesse ouvir o olhar, E se um olhar... Continue lendo →
Tristeza não tem fimFelicidade simA felicidade é como a plumaQue o vento vai levando pelo arVoa tão leveMas tem a vida brevePrecisa que haja vento sem pararA felicidade do pobre pareceA grande ilusão do carnavalA gente trabalha o ano inteiroPor... Continue lendo →
Voltar ali ondeA verde rebentação da vagaA espuma o nevoeiro o horizonte a praiaGuardam intacta a impetuosaJuventude antiga -Mas como sem os amigosSem a partilha o abraço a comunhãoRespirar o cheiro a alga da maresiaE colher a estrela do mar... Continue lendo →
Antes de mimNão tenho ciúmes. Vem com um homemàs tuas costas,vem com cem homens entre os teus cabelos,vem com mil homens entre teu peito e teus pés,vem como um riocheio de afogadosque encontra o mar furioso,a espuma eterna, o tempo!... Continue lendo →
Não sei… Se a vida é curtaOu longa demais pra nós,Mas sei que nada do que vivemosTem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.Muitas vezes basta ser:Colo que acolhe,Braço que envolve,Palavra que conforta,Silêncio que respeita,Alegria que contagia,Lágrima que corre,Olhar... Continue lendo →
Para atravessar contigo o deserto do mundoPara enfrentarmos juntos o terror da mortePara ver a verdade para perder o medoAo lado dos teus passos caminhei Por ti deixei meu reino meu segredoMinha rápida noite meu silêncioMinha pérola redonda e seu... Continue lendo →
Quantas vezes a gente, em busca da ventura,Procede tal e qual o avozinho infeliz:Em vão, por toda parte, os óculos procuraTendo-os na ponta do nariz! (Mário Quintana) Até mais! Equipe Tête-à-Tête
A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são 6 horas: há tempo…Quando se vê, já é 6ª-feira…Quando se vê, passaram 60 anos!Agora, é tarde demais para ser reprovado…E se me dessem... Continue lendo →
Esta, minha carta para o mundo,Que nunca escreveu para mim –Simples novas que a NaturezaContou com terna nobreza. Sua mensagem, eu a confioA mãos que nunca vou ver –Por causa dela – gente minha –Julgai-me com bem-querer (Emily Dickinson -... Continue lendo →
Morrer por ti era pouco.Qualquer grego o fizera.Viver é mais difícil —É esta a minha oferta — Morrer é nada, nemMais. Porém viver importaMorte múltipla — semO Alívio de estar morta Emily Dickinson (1830 - 1886) - Tradução de Augusto... Continue lendo →
Abri curiosao céu.Assim, afastando de leve as cortinas. Eu queria entrar,coração ante coração,inteiriçaou pelo menos mover-me um pouco,com aquela parcimônia que caracterizavaas agitações me chamando Eu queria até mesmosaber ver,e num movimento redondocomo as ondasque me circundavam, invisíveis,abraçar com as... Continue lendo →
Teu corpo seja brasae o meu a casaque se consome no fogoum incêndio bastapra consumar esse jogouma fogueira chegapra eu brincar de novo. (Alice Ruiz) Até mais! Equipe Tête-à-Tête
Sempre quis um amorque falasseque soubesse o que sentisse. Sempre quis uma amor que elaborasseQue quando dormisseressonasse confiançano sopro do sonoe trouxesse beijono clarão da amanhecice. Sempre quis um amorque coubesse no que me disse. Sempre quis uma meniniceentre menino... Continue lendo →
Dorme sobre o meu seio,Sonhando de sonhar...No teu olhar eu leioUm lúbrico vagar.Dorme no sonho de existirE na ilusão de amar. Tudo é nada, e tudoUm sonho finge ser.O 'spaço negro é mudo.Dorme, e, ao adormecer,Saibas do coração sorrirSorrisos de... Continue lendo →
O amor, quando se revela,Não se sabe revelar.Sabe bem olhar p'ra ela,Mas não lhe sabe falar. Quem quer dizer o que senteNão sabe o que há de dizer.Fala: parece que mente...Cala: parece esquecer... Ah, mas se ela adivinhasse,Se pudesse ouvir... Continue lendo →
Agora que sinto amorTenho interesse nos perfumes.Nunca antes me interessou que uma flor tivesse cheiro.Agora sinto o perfume das flores como se visse uma coisa nova.Sei bem que elas cheiravam, como sei que existia.São coisas que se sabem por fora.Mas... Continue lendo →
Andando pelas areiasdecidi te deixar. Pisava um barro escuroque tremia,me atolando e saindodecidi que saírasde mim, que me pesavascomo pedra cortante,preparei tua perdapasso a passo:cortar tuas raízes,soltar-te só no vento. Ai, nesse minuto,coração meu, um sonhocom asas terríveiste cobria. Te... Continue lendo →
Meus companheiros amados,não vos espero nem chamo:porque vou para outros lados.Mas é certo que vos amo. Nem sempre os que estão mais pertofazem melhor companhia.Mesmo com sol encoberto,todos sabem quando é dia. Pelo vosso campo imenso,vou cortando meus atalhos.Por vosso... Continue lendo →
Quando você for se embora,moça branca como a neve,me leve. Se acaso você não possame carregar pela mão,menina branca de neve,me leve no coração. Se no coração não possapor acaso me levar,moça de sonho e de neve,me leve no seu... Continue lendo →
Nas palmas de tuas mãosleio as linhas da minha vida.Linhas cruzadas, sinuosas,interferindo no teu destino.Não te procurei, não me procurastes –íamos sozinhos por estradas diferentes.Indiferentes, cruzamosPassavas com o fardo da vida…Corri ao teu encontro.Sorri. Falamos.Esse dia foi marcadocom a pedra... Continue lendo →
Senhor, meu Deus, em ti me refugio;salva-me e livra-me de todosos que me perseguem, para que, como leões,não me dilacerem nem me despedacem,sem que ninguém me livre. Senhor, meu Deus, se assim procedi,se nas minhas mãos há injustiça, se fiz... Continue lendo →
Enquanto faço o verso, tu decerto vives.Trabalhas tua riqueza, e eu trabalho o sangue.Dirás que sangue é o não teres teu ouroE o poeta te diz: compra o teu tempo. Contempla o teu viver que corre, escutaO teu ouro de... Continue lendo →
Porque há desejo em mim, é tudo cintilância.Antes, o cotidiano era um pensar alturasBuscando Aquele Outro decantadoSurdo à minha humana ladradura.Visgo e suor, pois nunca se faziam.Hoje, de carne e osso, laborioso, lascivoTomas-me o corpo. E que descanso me dásDepois... Continue lendo →
Por que me fiz poeta?Porque tu, morte, minha irmã,No instante, no centroDe tudo o que vejo. No mais que perfeitoNo veio, no gozoColada entre eu e o outro.No fossoNo nó de um íntimo laçoNo haustoNo fogo, na minha hora fria.... Continue lendo →
Quem és? Perguntei ao desejo. Respondeu: lava. Depois pó. Depois nada. Tête-à-Tête
Aflição de ser eu e não ser outra.Aflição de não ser, amor, aquelaQue muitas filhas te deu, casou donzelaE à noite se prepara e se adivinhaObjeto de amor, atenta e bela. Aflição de não ser a grande ilhaQue te retém... Continue lendo →
De um exílio passado entre a montanha e a ilhaVendo o não ser da rocha e a extensão da praia.De um esperar contínuo de navios e quilhasRevendo a morte e o nascimento de umas vagas.De assim tocar as coisas minuciosa... Continue lendo →
Janela, palavra linda.Janela é o bater das asas da borboleta amarela.Abre pra fora as duas folhas de madeira à-toa pintada,janela jeca, de azul.Eu pulo você pra dentro e pra fora, monto a cavalo em você,meu pé esbarra no chão. Janela... Continue lendo →









